2005/10/16

PmA



Embora considere este fenómeno de exposição do espaço privado no mínimo curioso, coisa por regra salvaguardada pela e à maioria dos simpatizantes da blogosfera, acedo ao teu repto e aqui ficam uns breves ‘olhares’ por entre o que, modestamente, chamo a minha biblioteca.
Com um certo quê de destrambelho continua, mesmo assim, a ser um dos espaços mais bem arrumados – menos desarrumados – que consigo, com algum esforço, ir mantendo. Curioso, alguém disse um dia que tratava os meus livros como se fossem progenituros (não sei porque é que esta palavra não consta da maioria dos dicionários) de um certo amor... coisa estranha, mas não inteiramente descabida.



Quanto às minhas leituras. Ora bem, reparto-a essencialmente entre dois grupos dominantes: uma de cariz predominantemente lúdica e outra tida como mais técnica. Nada melhor, então, do que fornecer alguns exemplos. E para exemplificar, elejo as obras que, de uma forma ou de outra, foram para mim mais marcantes e que ganharam uma especial admiração. Dentro do primeiro grupo, enfatizo seis de eleição: Os Miseráveis, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Cem Anos de Solidão, A Causa das Coisas, 1984 e Para Sempre, Victor Hugo, Saramago, García Márquez, Miguel Esteves Cardoso, George Orwell e Vergílio Ferreira. Outros ainda, A Insustentável Leveza do Ser, O Senhor dos Anéis, Cartas a Sandra, Fazes-me Falta, Admirável Mundo Novo, O Vermelho e o Negro, O Triunfo dos Porcos, A Balada da Praia dos Cães, Cão Como Nós, Um Romance de Amor, Depois da Bomba, Gente Feliz com Lágrimas..., Kundera, Tolkien, Vergílio Ferreira, Inês Pedrosa, Aldous Huxley, Stendhal, Orwell, Cardoso Pires, Manuel Alegre, Isabel Stilwell, Philip K. Dick e João de Melo.
Embirro, embirrância de estima, com Paulo Coelho, que escreve contos de miúdos para adultos; e com poesia, mas aqui porque sempre me senti incapaz de a compreender. Policiais e ficção científica não fazem igualmente parte dos mais queridos.
Dos mais técnicos, segundo grupo, não referencio; aliás, vai já demasiado longa e aborrecida esta descrição. Refiro somente que pouco saio da minha área preferencial, as ciências sociais (na sua generalidade).

À cabeceira parasitam dois livros, estes vincadamente técnicos por motivo profissional. Outros mais aí moram encostados, aguardando vontade, paciência e tempo do senhor dono. Entre eles, Equador e o semi-lido Muros, Sousa Tavares e Júlio Machado Vaz; dos outros já não me recordo sequer...
Para não ser ainda mais extenso – logo, mais chato -, encerro por aqui. Espero ter saciado parte da tua curiosidade, mesmo insistindo que este fenómeno ‘voyerista’, como o denominas, acarreta algo de estranho. Porque já chega, Fim.


PmA

3 Comments:

Blogger Visitante X said...

Bem recheadas as tuas estantes!

16/10/05 22:37  
Blogger jacky said...

Gosto da tua primeira foto de livros arco-íris! ;)

17/10/05 09:19  
Blogger PmA said...

Ah, mas tem de ser. Estantes vazias é que não...
Olha Jacky, calhou. Sou muito metódico na arrumação dos meus livros. Pelo textículo - eheheh - percebe-se porquê.
;)

17/10/05 09:41  

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